terça-feira, 28 de junho de 2011




veja-se as armas, por exemplo. desde que os chineses inventaram a pólvora tem havido um grande progresso na confecção de estrondos: do foguete ao canhão, do petardo à cápsula altamente explosiva. e exactamente quando os grandes explosivos estavam a chegar à perfeição, o progresso encontrou no átomo um estrondo infinitamente maior. mas quando esse estrondo que conseguimos provocar é capaz de fazer explodir o mundo, talvez tenhamos progredido demasiado.



(ronald wright - breve história do progresso, 2004)

6 comentários:

José Luís Espada Feio disse...

é o tal "progresso" autofágico, carregadinho de aspas...

menina de porcelana disse...

"progredir demasiado" é um conceito interessante... demasiado interessante!

Anónimo disse...

este livro é muitíssimo interessante porque desmonta exactamente esse mito de que progresso é igual a melhoria e não igual a sangria/autofagia/...
leitura mui, mui, mui, recomendável - se quiseres empresto, menina: )

(filipa)

henedina disse...

Erro comum, achar que progresso é igual a melhoria.

henedina disse...

Já li tb achei interessante.

menina de porcelana disse...

parece-me que sim. que não é um caminho straightforward. tem muito por onde ramificar o caminho da evolução...

acordado :)
(mas só para depois de devolver outros dois que tenho lá em casa... ;) )