terça-feira, 12 de julho de 2011




entre shots, piercings,

t-shirts de guevara e gel, podes não acreditar
por algumas horas no axioma frágil do teu corpo.
esfumas-te, como eles, no espelho de um bar
qualquer, país de enganos e baratas. e
quase gostas disso, quase: a música de punhais,
servil, um certo e procurado desencontro.
um táxi te ensinará depois o caminho de casa
- ou o seu contrário, pois só ali (anónimo
e desfocado) eras finalmente tu, ou podias ser.




(manuel de freitas - ode à noite (inteira), 2002)

4 comentários:

José Luís Espada Feio disse...

e ...«O resto, a vida, fica para outra vez.»
grande foto!

euexisto disse...

gostei tanto!

beijinho filipa... júlio

ahahah

Anónimo disse...

grande poesia esta, José Luís. e grande poeta.

ainda bem que gostaste,
Júlio (filipa)

menina de porcelana disse...

o que é sempre uma faca de dois gumes. mas eu gosto de lê-la, e ler isso. e achar isso bonito...