terça-feira, 28 de junho de 2011




veja-se as armas, por exemplo. desde que os chineses inventaram a pólvora tem havido um grande progresso na confecção de estrondos: do foguete ao canhão, do petardo à cápsula altamente explosiva. e exactamente quando os grandes explosivos estavam a chegar à perfeição, o progresso encontrou no átomo um estrondo infinitamente maior. mas quando esse estrondo que conseguimos provocar é capaz de fazer explodir o mundo, talvez tenhamos progredido demasiado.



(ronald wright - breve história do progresso, 2004)

6 comentários:

  1. é o tal "progresso" autofágico, carregadinho de aspas...

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  2. "progredir demasiado" é um conceito interessante... demasiado interessante!

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  3. este livro é muitíssimo interessante porque desmonta exactamente esse mito de que progresso é igual a melhoria e não igual a sangria/autofagia/...
    leitura mui, mui, mui, recomendável - se quiseres empresto, menina: )

    (filipa)

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  4. Erro comum, achar que progresso é igual a melhoria.

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  5. Já li tb achei interessante.

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  6. parece-me que sim. que não é um caminho straightforward. tem muito por onde ramificar o caminho da evolução...

    acordado :)
    (mas só para depois de devolver outros dois que tenho lá em casa... ;) )

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